O Forest Stewart Council (FSC), conhecido no Brasil como Conselho de Manejo Florestal, é uma organização não governamental, independente e sem fins lucrativos, criada em 1993 para promover o gerenciamento responsável de florestas, com base em critérios sociais, ambientais e financeiros.
O primeiro requisito para a obtenção do selo verde é o estrito cumprimento das legislações trabalhista e ambiental do país de origem. Entre elas, estão a de não usar mão-de-obra infantil ou escrava e a de conservar vegetação ao longo dos cursos d’água e espécies ameaçadas de extinção.
Os critérios sociais incluem segurança e treinamento dos trabalhadores, bem como o bom relacionamento com os stakeholders do projeto. Todos os colaboradores da empresa certificada usam Equipamento de Proteção Individual (EPI), de acordo com a atividade que exercem. Além disso, são devidamente capacitados e registrados.
O envolvimento da comunidade começa nas audiências públicas, durante a instalação do projeto, e se estende até o plano de ação, que responde aos pontos levantados pela sociedade, reconhecimento do seu direito de propriedade e garantia de livre acesso à área para atividades de subsistência (caça, pesca, extrativismo vegetal para subsistência). Sempre que possível, a população local é incluída no processo de desenvolvimento regional. Dentro do Grupo Orsa, a Fundação Orsa e cada uma de suas empresas estão sempre buscando a inclusão das sociedades. Stakeholders como as ONGs, os governos e os bancos também podem posicionar-se quanto à aprovação do projeto no processo de audiências públicas.
Os critérios ambientais permeiam toda a operação florestal. Um exemplo é a exigência para que as estradas sejam bem planejadas, evitando-se maior dano à floresta. Sempre que houver sinais de erosão, o terreno deve ser devidamente recuperado e o problema solucionado. Ainda sobre as estradas, elas não podem interromper os cursos d’água, construindo-se pontes sempre que necessário. A colheita das árvores é feita segundo técnicas de corte direcionado, que consiste em abrir rotas de fuga para onde os trabalhadores se deslocam durante a queda da árvore, além de conduzir a direção de queda das árvores com o objetivo de provocar o menor dano possível à floresta remanescente. O volume de madeira a ser colhido é limitado a 30 metros cúbicos por hectare. É feito o monitoramento de fauna e flora antes e após a operação para avaliar o efeito da interferência humana sobre o ecossistema. Por último, ser certificado implica na implantação de índices de desempenho e sua contínua melhoria.
Quanto ao aspecto econômico, cabe a cada empresa buscar sua rentabilidade. No caso da Orsa Florestal, o equilíbrio da operação é garantido por precisa operação florestal, aumento contínuo de rendimento da serraria, constante desenvolvimento de mercado e logística eficiente.
Todo o processo produtivo é auditado freqüentemente (mínimo de uma vez ao ano), o que garante que a empresa não se afaste dos critérios do FSC.
A garantia de origem da madeira verde é feita por meio da cadeia de custódia. O percurso da madeira na cadeia produtiva deve ser passível de rastreamento até a sua origem na floresta.
Para o consumidor se certificar de que está comprando madeira extraída de maneira adequada, ele precisa confirmar se há o desenho de uma árvore estilizada impresso na nota fiscal do produto comprado. Toda madeira certificada traz essa estampa.
O selo verde dá duas certezas ao consumidor. Uma delas é a de que o produto comprado não prejudicou o meio-ambiente. A outra é o fato de as pessoas relacionadas ao processo produtivo terem sido tratadas de modo justo.
O Selo Verde surgiu graças à preocupação ambiental dos consumidores de madeira com o estado das florestas em todo o mundo. Metade delas já haviam sido alteradas, degradadas, destruídas ou convertidas em terras com outras utilidades, como plantações e pastos. Trata-se do primeiro sistema mundial de certificação ambiental de madeira e outros produtos florestais. Hoje, encontra-se presente em 75 países, totalizando uma área de 87 milhões de hectares. Essa certificação ambiental toma como base princípios e critérios universais, que garantem o bom manejo florestal, estabelecidos por meio de um processo de deliberação e negociação que durou três anos.
No Brasil, o primeiro Selo Verde foi dado em 1995. A primeira empresa com certificado em florestas naturais manejadas localizada na Amazônia foi criada em 1997, em Itacoatiara (AM). Esse empreendimento serviu como um importante demonstrativo dos benefícios da certificação florestal até o surgimento da segunda empresa certificada da região, em 2000. Desde então, houve um grande aumento na área certificada, ultrapassando 5,3 milhões de hectares em abril de 2008.
Com estes dados, o Brasil alcançou, em 2007, o sexto lugar no ranking mundial de área certificada, ultrapassando a Bolívia em 2,8 milhões de hectares de floresta natural certificada e 2,3 milhões de hectares de floresta plantada. Essas informações estão em um estudo da FAO e da Unece (The United Nations Economic Comission for Europe).
Os princípios e critérios do FSC são:
- Obediência às leis aplicadas no país onde opera, incluindo tratados internacionais e acordos assinados, e aos princípios e critérios do FSC;
- Posses e direitos de uso da terra e dos recursos florestais de longo prazo devem ser claramente definidos, documentados e legalmente estabelecidos;
- Respeito aos direitos indígenas e de outras populações tradicionais locais;
- Preocupação com o bem-estar econômico e social dos trabalhadores e das comunidades locais;
- Otimização e incentivo do uso eficiente da floresta e de seus produtos, garantindo viabilidade econômica e benefícios ambientais e sociais;
- Conservação da diversidade ecológica e de todo o ecossistema da região;
- Os objetivos do manejo florestal e os meios para atingi-lo devem ser claramente definidos;
- Monitoramento constante da região para que possíveis impactos e benefícios possam ser detectados;
- O manejo de florestas de alto valor deve manter ou incrementar os atributos que definem estas florestas.
A certificação florestal FSC (Forest Stewardship Council), ou Conselho de Manejo Florestal, tem um significado especial para a Orsa Florestal. Além de assegurar qualidade e excelência nas atividades de produção de madeira, sinaliza que estes processos estão inseridos dentro dos mais amplos conceitos de sustentabilidade, fundamental nas atividades de todas as empresas do Grupo Orsa.
Desde 2004, toda a produção da Orsa Florestal passou a ter a certificação FSC: desde o manejo sustentável da floresta até o processamento nas suas serrarias. Ao conseguir atender a todas as criteriosas especificidades do FSC, conseguimos entrar no seleto grupo de empresas que seguem com rigor padrões internacionais ambientalmente adequados, socialmente justos e economicamente viáveis.
Isto significa que no desenvolvimento do manejo florestal, além da conservação ecológica e todos os cuidados com o meio ambiente e seus colaboradores, também são gerados benefícios sociais para as comunidades locais, promovendo o crescimento socioeconômico regional.
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